Eventos como a Flip, muito embora sejam realizados com
recursos oriundos de renúncia fiscal dos governos estaduais e federal, praticam
a cartelização vertical da venda de livros elegendo uma única empresa como a sua
“livraria oficial”, algo que precisa ser revisto, como aconteceu aqui na Bahia, na Flipelô e na Flica. Tal atuação levou a nós, pequenos editores brasileiros,
sob a batuta de Eduardo Lacerda, por meio de um coletivo, criar a Casa do
Desejo, com programação paralela a oficial, com lançamentos, debates, oficinas
e comercialização de livros das editoras participantes que estão, de fato, fora
do eixo das grandes redes livreiras. É desse modo, correndo os riscos necessários,
que estaremos em Paraty de 25 a 29 de julho. Visitem-nos!
quarta-feira, 11 de julho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Lançamento dos livros "Aventureiros do Apocalipse", de Carlos Ribeiro, e "Arcos de Sentidos", de Heloísa Prazeres, dia 30 de junho, em Salvador
Na tarde do dia 30 de junho, sábado, a
Editora Mondrongo promove o lançamento de dois novos livros em Salvador, um de
contos, do jornalista e ficcionista Carlos Ribeiro, outro de ensaios e
traduções, da acadêmica e poeta Heloísa Prazeres.
O evento acontecerá no badalado bairro
do Rio Vermelho, na Confraria do França (Rua Lydio de Mesquita), a partir das
15h30min.
Sobre os livros e autores:
Aventureiros do Apocalipse, de Carlos
Ribeiro, autor de dezesseis livros nas áreas de ficção e
também de reportagens, ensaios e resenhas literárias, incluindo três estudos
sobre a obra do cronista Rubem Braga, é um livro de contos e em que a matéria central é o desajuste do ser
humano no mundo contemporâneo, marcado por desencontros e pela violência". Dos
nove contos que fazem parte deste volume, cinco foram publicados em antologias
nacionais, a exemplo de “O segredo”, inserido em Contos cruéis: as narrativas
mais violentas da literatura brasileira contemporânea, organizada por Rinaldo
de Fernandes; “Imagens urbanas”, em Geração 90: manuscritos de computador,
organizada por Nelson de Oliveira; “O fugitivo dos sonhos”, na revista de
ficção científica Portal Solaris; “Traços cenográficos de Lalino Salãthiel, em
Quartas histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa e “Minha boa
senhora”, em Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de
sua morte. Os dois últimos dialogando com os contos “Traços biográficos de Lalino
Salãthiel”, de Rosa, e “O enfermeiro”, de Machado. Os demais, inéditos, foram
escritos ao longo dos últimos vinte e cinco anos. O livro conta, ainda, com o
prefácio de Antônio Torres, para quem os nove contos reunidos em “Aventureiros
do Apocalipse” confirmam as suas qualidades de contista, que alguns críticos
argutos, e bem atentos, têm destacado ao longo de sua carreira.
Em Arcos de Sentidos, literatura,
tradução e memória cultural, a autora Heloísa Prazeres, que foi professora
adjunto do Instituto de Letras da UFBA e é doutora pela Universidade de Cinccinaty
(EUA), pontua a sua trajetória intelectual, referindo a própria experiência acadêmica.
Dá ênfase a obras de criação literária – poesia e ficção narrativa – de
cultores do realismo e modernismos português e norte-americano, presentes
também autores brasileiros, escritores oriundos da América Latina, de formação
hispânica, e da América do Norte, alguma prática de tradução literária,
ensaios, recensões críticas e prefácios sobre autores contemporâneos. O texto
possui interesse didático, uma vez que orientado por um roteiro transversal de
leituras crítico-analíticas, às quais se seguem exemplos conexos à área do
conhecimento de Letras, como o relato de uma experiência na instância cultural
da Bahia. Assim, estão presentes na obra autores como Antero de Quental, Cesário Verde, Eça de Queirós, Graciliano Ramos,
Helen Keller, Jorge Amado, Jamison Pedra, Juan Rulfo, Léopold Sédar Senghor,
Mário de Sá-Carneiro, Olinda Maria Rodrigues Prata, Stephen Crane, Renato de
Oliveira Prata, William Faulkner e William Stafford.
Lançamento de livros
Dia 30 de junho,
a partir das 15h30min
Em Salvador
Confraria do
França
(Rua Lydio de
Mesquita, Rio Vermelho)
Entrada Gratuita
segunda-feira, 7 de maio de 2018
ANTOLOGIA NACIONAL DA RETRANCA
A editora
Mondrongo, através do poeta e editor Gustavo Felicíssimo, está selecionando
poemas escritos na forma da RETRANCA, estrutura poética criada pelo poeta
pernambucano Alberto da Cunha Melo.
A finalidade de tal empreitada é, acima de tudo, mapear a
produção de Retrancas pelo país e demonstrar que essa forma fixa, legitimamente
brasileira, não perdeu o seu vigor com a morte do seu criador. Mas é também
homenagear o poeta pernambucano, uma das vozes mais relevantes da poesia
brasileira contemporânea.
O resultado final será publicado em uma antologia nacional da
Retranca. E cada poeta selecionado receberá, como contrapartida à sua
participação, um exemplar da obra, a ser lançada oficialmente no Recife.
Para efeito de publicação na referida antologia, entende-se a
Retranca conforme exposto abaixo:
-
esquematizada em quatro estrofes de um só fôlego (apenas com ponto de segmento
em seu curso) com a seguinte disposição: 4,2,3,2;
- com oito
sílabas métricas por verso,
- as rimas,
conforme especificado abaixo, podem ser soantes ou toantes
- no
quarteto rimam o segundo e quarto versos; no primeiro dístico há uma rima
parelha; no terceto a rima ocorre no primeiro e terceiro versos da estrofe; no
dístico final os versos também são rimados.
Como modelo,
observe-se o poema abaixo:
CASA VAZIA
Poema nenhum, nunca mais,
será um acontecimento:
escrevemos cada vez mais
para um mundo cada vez menos,
para esse público dos ermos
composto apenas de nós mesmos,
uns joões batistas a pregar
para as dobras de suas túnicas
seu deserto particular,
ou cães latindo, noite e dia,
dentro de uma casa vazia.
Os interessados em participar deverão enviar o mínimo de uma
Retranca, e no máximo três, com uma minibiografia, sob o título ANTOLOGIA DE
RETRANCAS, para o e-mail: contato@mondrongo.com.br, até 30 de maio de 2018.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Leitura e lançamento de "Concisos & Acidentais", de Silvio Valentin Liorbano, na Desvairada
No dia 10 de março (sábado), na programação da Desvairada
- Feira de Livros de Poesia, a Mondrongo lançará o livro de haicai “Concisos
& Acidentais”, de Silvio Valentin Liorbano. O livro é um dos que inauguram a
Série Missangas, em homenagem ao escritor baiano Afrânio Peixoto, considerado o
precursor do haicai no Brasil.
Escritor
experimentado, com alguns livros publicados, destacadamente no campo da
literatura infanto-juvenil, Sílvio Valentin Liorbano vem enriquecer a Série
Missangas com o seu belo “Concisos & Acidentais”, de merecida publicação.
Já o livro, e outros que seguirão na série, marca o início de um labor editorial que visa elevar a Mondrongo como referência nacional para a publicação do haicai no Brasil, como foi outrora o editor Massao Ohno.
Para adquirir clique AQUI
Já o livro, e outros que seguirão na série, marca o início de um labor editorial que visa elevar a Mondrongo como referência nacional para a publicação do haicai no Brasil, como foi outrora o editor Massao Ohno.
Para adquirir clique AQUI
quinta-feira, 1 de março de 2018
Livro vencedor do Prêmio Matsuo Bashô de Poesia Haicai 2017 será lançado em São Paulo
A Mondrongo lançará em São Paulo, nos dias 9 e
10 de março, durante a Desvairada - Feira de Livros de Poesia, o livro “Aragem”,
de Seishin, vencedor do Prêmio Matsuo Bashô de Poesia Haicai 2017, promovido
pela própria editora.
SEISHIN 清心 é o haimei, nome
haicaístico, de ANTONIO FABIANO da Silva Santos, carmelita descalço e poeta
brasileiro. Sua incursão no haicai se dá a partir do final da década de 1990,
quando estudou poética clássica na faculdade de Letras da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte e teve contato com este gênero literário nascido no
Japão. Escreveu, naquela época, centenas de tercetos, dos quais apenas doze
foram salvos do fogo e publicados em seu livro Nas Pontas dos Pés, em 2015, embora muito distantes da
estética tradicionalista posteriormente adotada e seguida pelo autor.
Seishin é
discípulo de Teruko Oda no haikai dô,
sobrinha e discípula de H. Masuda Goga, discípulo de Nenpuku Sato, discípulo de
Kyoshi Takahama, discípulo de Shiki, o último, em ordem temporal, dos quatro grandes
mestres de haicai do Japão, ao lado de Issa, Buson e Bashô.
Quando: 9 e 10
de março, em São Paulo
Onde: Desvairada
– Feira do Livro de Poesia
Local: Aldeia
445 - Rua Lisboa, 455 | Pinheiros
Valor: 30,00
ENTRADA GRATUITA
domingo, 13 de agosto de 2017
A DELÍCIA E O DESAFIO DE SER PAI
Gustavo Felicíssimo
Todo
pai de primeira viagem descobre rapidamente o quanto seu novo papel é delicioso
e desafiante. Delicioso porque voltamos ao mundo da fantasia e sonhamos com
mais intensidade; ao mesmo tempo nos tornamos menos vulneráveis às provocações
externas. Desafiante porque, com nossas experiências de filho, somos impelidos
a superar nossos pais. Somos chamados a transcender nossos limites. É aí,
talvez, que reside o motivo maior da paternidade.
Sempre
estive literalmente infenso às datas comemorativas, como o Natal, Dia das Crianças,
Dia das Mães, e outras. Entretanto, às portas dos meus 40 anos, algo começou a
mudar. Num momento em que já não alimentava qualquer aspiração à paternidade,
ela me apanhou e me virou pelo avesso. Foi então que percebi o quanto ser pai é
um exercício constante de generosidade, abdicação, tolerância, paciência. É,
também, viver em estado permanente de transformação interior e alerta.
Ser
pai é delicioso e desafiante, é acordar de madrugada preocupado com o choro do
filho (no meu caso, das filhas), mas é também lhes oferecer o conforto
necessário dos nossos braços para que voltem a dormir. É saber que o filho vai
requerer para si todo o tempo disponível que tivermos e o tempo nem tão
disponível assim, e mesmo com toda trabalheira seremos completamente loucos por
eles. Ser pai é trocar fraldas, limpar cocô, perder noites de sono. É chegar
exausto ao final do dia e mesmo assim encontrar mais um pouquinho de energia
para dedicar-se ao filho. Mas também é se emocionar com um sorriso, com os primeiros
passos, primeiras palavras. Ser pai é comemorar o dentinho que está nascendo e
ficar parecendo um tolo quando se ouve o primeiro... papai.
Devido
aos apelos midiáticos e publicitários que infestam nosso cotidiano, poderia
continuar aceitando que o Dia dos Pais é apenas mais uma data meramente
ilustrativa, comercial, cujo ápice supostamente ocorre na oferta dos
tradicionais presentes. Mas isso pode ser visto de outra forma.
Recorrendo
ao dicionário, encontrei o adjetivo “paterno” como significante de algo que
“lembra o amor de pai”. Convenci-me, então, de que a maior gratificação de um
pai no Dia dos Pais não é receber um presente ou ter reservado no calendário um
dia para ser lembrado mais efusivamente. No Dia dos Pais a maior gratificação
de um pai é poder oferecer a seu filho mais um pouco de tempo, carinho e
atenção. Eis, para mim, a delícia e o desafio de ser pai.
Em: Carta a Rubem Braga, Crônicas, Mondrongo, 2017
Lançamento previsto para agosto de 2017
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Amali e sua história
Marcos
Cajé (Mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas pela UFRB),
e Bárbara Santana Nogueira (professora de História, licenciada pela Faculdade
São Bento da Bahia) apresentam “Amali e sua história”, um livro infanto-juvenil
que livro busca a fomenta da Lei 10.639/03, e do que propõe para colocar em
foco as religiões de matrizes africanas, no processo construtivo da história do
Brasil. Sobretudo em relação as religiões de matrizes africanas como um meio de
resistir à escravidão e como forma de afirmação e permanência das culturas
oriundas dos povos africanos.
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